UM POEMA DE CARVALHO JR.





















ESFINGE

onde estão as amêndoas do cofo da aurora
e o azeite de cânticos da mãe Bida?
onde estão as flautas rústicas trazidas
pelas mãos órfãs do filhote de guaxinim?
um capote arqueja no terreiro.
um lagarto, emborcado, ressuscita.
o poeta, xilogravura de lágrimas,
se revigora na esfinge do silêncio
:
de uma sílaba de revestrés, lançada
na escada de areia deste chão de urtiga.
nesta hora as catirinas realçam de azuis
a paisagem e os olhos-pássaros de Elias
bebem, à margem do rio dos segredos,
a essência de jasmim dos cabelos de Maria.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

POESIA

NOVE POEMAS DE JORGE AMÂNCIO

UM POEMA DE NILTON CERQUEIRA